20 de janeiro de 2017

30 anos em 30 fatos

Amanhã é meu aniversário. Completarei 30 anos. Nesse momento, onde a nostalgia toma conta, decidi fazer um artigo diferente, onde conto um pouco sobre a Polly, autora deste diário virtual. Separei 30 fatos da minha vida que estão relacionados com os assuntos que costumamos falar por aqui. Espero que tenham paciência de ler até o final:

1 – Nasci dia 21 de janeiro de 1987, primeiro dia de aquário. Adoro astrologia e toda forma de classificação de personalidade, seja mística ou psicológica. Quando viajo, também procuro me informar sobre como a cultura local vê esse tipo de “análise”. Já aprendi muita coisa bacana.

2 – Sou natural de Anápolis, Goiás, mas nos meus primeiros anos de vida meus pais foram morar em Goianésia, também Goiás. Ou seja, a culpa é deles se ainda hoje me mudo tanto de cidade, pois eles já me acostumaram cedo.

3 – O gosto por viagem está em meu DNA: sou filha, neta e bisneta de caminhoneiros. Além disso, meus pais, desde que éramos muito pequenos, já nos levavam a viagens pelo Brasil (feriados em Caldas Novas, datas festivas em Goianésia, Goiânia na época do Natal para ver os enfeites e luzes e, de vez em quando, alguma cidade de praia em janeiro).

infância natal goiás

Uma infância marcada pela tradicional ida ao Shopping Flamboyant, em Goiânia, para ver a decoração de Natal. Foto: arquivo pessoal

4 – Quando era criança, meus passatempos favoritos eram ler, escrever e dançar. Nunca gostei de brincar de bonecas, mas adorava brincar de tendas ciganas, de escolinha, e me lembro muito bem de um mapa da América do Sul em EVA que eu vivia montando – deve ser por isso que até hoje sei todos países, estados e capitais dessa parte do mundo.

5 – Ainda na infância, sonhava em viajar para lugares distantes, como Disney (claro, eu não fui imune a essa influência dos anos 90), Egito e Grécia. Na verdade, qualquer lugar longe e diferente me fascinava. Eu dizia que não queria casar e que queria ser independente, rica, ter meu próprio carro e viajar. Bem, algumas coisas claramente não saíram como planejado.

Página de um diário antigo. O ano era 1995, eu tinha 8 anos. Foto: arquivo pessoal

6 – Vi o mar pela primeira vez aos 7 ou 8 anos (era meu aniversário), em uma viagem que fizemos de caminhão de Goiás ao Pará. Foram muitos dias de estrada, onde dormimos todos juntos dentro do caminhão. Essa foi a primeira viagem longa que fiz – e seria o máximo poder repeti-la algum dia com meus pais e irmãos.

7 – No meu aniversário de 15 anos, disse aos meus pais que não queria festa e preferia viajar. Fomos a família inteira para Ilhéus e Porto Seguro, na Bahia. Foi uma viagem memorável.

8 – Saí de minha cidade natal aos 18 anos. Fui morar em Goiânia, onde fiz minha graduação em Biologia, na Universidade Federal de Goiás.

9 – Na época da faculdade, fiz várias viagens. Duas delas ficarão marcadas para sempre em minha memória: congresso de biologia marinha em Santos e coleta de cupins em Niquelândia e Muquém, ambas em 2006. Acho que todo mundo merece, pelo menos uma vez na vida, viajar com a turma de faculdade.

10 – Também na época de universitária, morei com as melhores companhias que uma pessoa pode desejar. Éramos “A Casa das 7 Mulheres”. Dividíamos alegrias, tristezas, dificuldades e infinitos momentos de puro êxtase, em Goiânia e em Campinorte, Goiás. Foram os anos mais divertidos da minha vida e sinto uma gratidão imensa por tê-los vivido.

A Casa das 7 Mulheres em Campinorte, Goiás. Foto: arquivo pessoal

11 – Aos 14 anos, comecei a estudar inglês em um cursinho específico. Sempre gostei. Aos 20, enquanto estava na faculdade, estudei 1 ano de francês. Também sempre gostei.

12 – Aos 21 anos, fiz minha primeira viagem internacional: Paris e Irlanda. Fui com a minha avó e ficamos na casa da minha tia, em Newry, na Irlanda do Norte.

13- Essa também foi a primeira vez que viajei de avião.

14 – Ainda sobre essa viagem, era para durar apenas 20 dias, mas durou 3 meses, pois decidi que queria ficar lá mais tempo para trabalhar e praticar inglês. Funcionou – e foi uma das melhores decisões que já tomei na vida!

Em Newcastle, na Irlanda do Norte. Foto: arquivo pessoal

15 – Durante o tempo em que morei em Goiânia, mudei de casa 5 vezes. Meus pais e meus irmãos ainda sofrem o trauma desses anos de tantas mudanças, que eles mesmos faziam. Eu, em contrapartida, não me incomodava muito com o fato de me mudar tanto. Hoje tenho mais preguiça.

16 – Aos 22, me formei em Biologia e fui fazer o mestrado em biologia animal em Brasília, na UnB.

17 – Já com 23 anos, no meu primeiro ano do mestrado, conheci o meu esposo em uma aula de luta marcial. Com 2 meses de namoro já fizemos a nossa primeira viagem juntos, para a Chapada dos Veadeiros.

18 – A segunda viagem internacional que fiz foi aos 24, quando fui apresentar um trabalho em um congresso em Trinidad & Tobago.

Em Trinidad & Tobago, 2011. Foto: arquivo pessoal

19 – Fui pedida em casamento em um lago verde esmeralda na encantadora cidade de Bled, na Eslovênia. Parecia um sonho.

20 – Me casei aos 27 anos e me mudei para Madrid 2 dias depois. Parecia um sonho, parte 2.

21 – De todas as cidades que conheço no mundo, Madrid é a minha favorita para morar. Fomos tão felizes naquele lugar, que até hoje é difícil para mim falar sobre ele sem ficar emotiva. Tanto é verdade que não há, até o momento, nenhum artigo sobre a cidade…

Em Madrid, em 2012, em minha primeira visita à cidade. Foto: arquivo pessoal

22 – Alguns meses depois de casada, me mudei para Brasília para assumir um concurso público e permaneci lá por quase 1 ano, até conseguir uma licença e voltar para Madrid. Foram tempos difíceis, mas de muito aprendizado. Nada como a dor para nos tornar resignados.

23 – Quem me deu a sugestão de fazer o blog foi uma astróloga, amiga da minha sogra, enquanto fazia meu mapa astral com ela, há 2 anos. O nome do blog vem de um hábito que tenho desde criança, que é escrever em diários.

24 – Por mais que eu goste de um lugar, não costumo repetir o destino, pois sempre acho que devo priorizar conhecer lugares novos. Isso é bom e ruim. É bom porque realmente tenho conhecido novos lugares incríveis e é ruim porque só aumento dentro de mim a saudade que sinto de todos os lugares que já fui.

Dos maravilhosos momentos em Barcelona que nunca mais se repetirão. Foto: arquivo pessoal

25 – Sinto vergonha em dizer que não conheço muitos lugares do Brasil, como Rio de Janeiro e Nordeste (com exceção da Bahia e o sul do Maranhão).

26 – Se pudesse escolher somente um lugar no Brasil para conhecer, seriam os Lençóis Maranhenses. E se pudesse escolher somente um lugar no resto do mundo, seria a Grécia.

27 – Adoro os lugares que viajamos e as oportunidades que temos, mas a verdade é que todo verão brasileiro eu sofro vendo as fotos das pessoas curtindo na praia, ao som de música brasileira, tomando água de coco ou uma cervejinha. Não há coisa assim em nenhum outro lugar do mundo (não que eu tenha visto até então) e disso, ah, eu morro de saudades.

28 – Eu já vi muitas praias incríveis pelo mundo, mas não acho que brasileiro precisa deixar o país para esse tipo de turismo. Acreditem: nós já temos tudo em casa. Ao mesmo tempo, é essencial que os brasileiros conheçam outros países, mais ricos ou mais pobres. Faz bem ver que o mundo não gira em torno do nosso umbigo, já levei muito soco no estômago com isso.

O sorriso de gratidão de um menino egípcio que acabou de ganhar uma laranja da “sobra” do meu café da manhã. Foto: arquivo pessoal

29 – Morar fora do Brasil e viajar para outros lugares me fez uma pessoa melhor: aprendo a cada dia mais me despir dos meus preconceitos; aprendi a ser mais paciente e busco ser mais humilde; aprendi a respeitar o próximo e entender que a vida que eu levo não serve de modelo para ninguém, pois cada um sabe de si melhor; aprendi que meus problemas são pequenos, assim como meu senso de gratidão, ainda; aprendi que evolução só se dá quando a gente sai de si e de onde está. O que, ou quem, está parado, não evolui.

30 – Por fim, vivi intensamente 30 anos de minha vida e não, não me sinto triste por estar envelhecendo. Os últimos anos me trouxeram aprendizados incríveis, e creio que isso esteja relacionado com o fato de eu morar fora (e viajar tanto). Sou feliz e grata pelo que tenho, pelo que já não tenho mais e pelo que ainda não conquistei. Acho que tudo faz parte. Vivo bem assim.

Um beijo imenso a todos que leram até aqui e um muito obrigada por ter feito parte, de alguma forma, dessas minhas 3 décadas de existência <3

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  • […] contei no post anterior, nasci em Anápolis, uma cidade no interior de Goiás. [muitos] Anos depois, em 2016, fiz uma […]

  • Natácia janeiro 21, 2017

    Que post emocionante. De certa forma, depois de uma época de sua vida (10 anos!!! Choquei ) nós nos acompanhamos, e muitas coisas vieram como um filme em minha mente… a faculdade, sua ida para Irlanda (sempre que ouço The Fratellis me lembro), a formatura, o mestrado, seu casamento, suas viagens (cheiros de pipoca)… Muitas coisas, e desejo outras tão boas quanto! Feliz aniversário Polly!

    • Pollyane
      Pollyane janeiro 22, 2017

      Obrigada, minha amiga querida. É um imenso prazer dividir a minha vida com você, mesmo à distância – e graças ao Whatsapp! Espero que você permaneça em minha vida por todas as décadas que ainda irei viver. Obrigada por tudo. Beijo grande.

  • Márcia janeiro 21, 2017

    Polly também li até o final, muito bom relembrar cada fato e acontecimento descrito, pouquíssimas pessoas conseguem viver o que você viveu e conheceu tantos lugares em apenas três décadas. Inicia se uma nova fase na sua vida, aproveite todas as experiências adquiridas para continuar sendo feliz, evoluíndo e ajudando as pessoas ao seu redor a evoluírem também… sempe me orgulhei de ser sua tia, madrinha, minha amiga, confidente e conselheira… te amo desde quando estava no ventre e continuarei amando em quantas vidas houver… parabéns!

    • Pollyane
      Pollyane janeiro 22, 2017

      Obrigada, mainha! Fico feliz e emocionada com as suas palavras. Sei que o amor que nos une é muito forte e não caberia apenas nos laços que temos neste vida presente. Obrigada por torcer tanto por mim, sempre! Como você sabe, você é como uma segunda mãe para mim. Te amo! Beijo grande.

  • Edilair janeiro 20, 2017

    Ainda me lembro do dia que você nasceu em que fui te conhecer e bati a cabeça no vidro. Você já era linda e rolou uma lágrima pelo seu rosto. Lembro de levá-la para “pular” carnaval e eu pulando e você dormindo em cima do meu ombro… são tantas lembranças, Parabéns te amamos muito.

    • Pollyane
      Pollyane janeiro 22, 2017

      Puxa, que lembranças boas (de imaginar, porque não lembro de quando as vivi.. hehe). Obrigada por fazer parte da minha vida, de toda ela, e de estar sempre aí todas as vezes que precisei de vc! Tb amo muito vocês 🙂 Obrigada.

  • Lari linda janeiro 20, 2017

    Como uma boa piscina, estou emocionada com esse post! Feliz por fazer parte das suas três décadas de vida e desejando o melhor do universo pra você! Continue nos incentivando a evoluir! Te amo!

    • Pollyane
      Pollyane janeiro 22, 2017

      Obrigada, Lari! Também fico feliz que você tenha participado de tantos anos e eventos nesses 30 anos! Espero que vc continue presente por muitos outros 🙂 Beijo grande.