16 de novembro de 2017

Como visitar Batu Caves, Kuala Lumpur

Meses depois, estou eu aqui de novo falando a vocês sobre Kuala Lumpur e uma das suas principais atrações turísticas: Batu Caves! Demorou, mas hoje conto tudinho sobre como visitamos esse lugar espetacular. Acompanhem:

Sobre Batu Caves

Batu Caves, ou Grutas Batu, é um complexo de templos hindus que ficam dentro de cavernas no interior de um grande morro de calcário. Eu sei que falando isso fica difícil visualizar, por isso colocarei várias fotos. Além do fato de ser um morro com templos em seu interior, uma das coisas que mais chamam a atenção é a imensa estátua de Lord Murugan em sua entrada. Certamente, se você já pesquisou sobre a Malásia, viu dezenas de fotos de Batu Caves.

Sobre a estátua de Lord Murugan:

  • É a maior estátua de uma divindade hindu na Malásia;
  • É a maior estátua da Malásia (42,7 metros);
  • É a segunda maior estátua de uma divindade hindu no mundo;
  • Demorou 3 anos para ser construída, foi inaugurada em janeiro de 2006;
  • Foi esculpida por 15 escultores indianos;
  • Foram utilizados 300 litros de ouro para pintar a estátua.
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Batu Caves, Kuala Lumpur. Foto: arquivo pessoal

A história de Batu Caves remonta a 400 milhões de anos atrás, quando a formação rochosa calcária onde ele está inserido surgiu. As cavernas foram habitadas, primeiramente, por habitantes indígenas da região, os Temuan. Antes de 1860, o lugar já era conhecido pelos chineses para a extração de guano (fezes de morcego, para quem desconhece o termo). Em 1890, um indiano chamado K. Thamboosamy Pillay fez do monte um lugar de culto a Murugan; a ideia surgiu a partir do formato da entrada da caverna, que lembra o “vel”, a lança de Lorde Murugan. Em 1892 o primeiro festival Thaipusam foi celebrado no local e ele acontece até os dias de hoje, entre final de janeiro e começo de fevereiro, atraindo multidões para o local.

Saiba mais sobre o festival Thaipusam em Batu Caves.

Apesar de ser um dos principais pontos turísticos da capital malaia, ela não fica exatamente dentro da cidade. Batu Caves está localizada, na verdade, em Gombak, no entorno de Kuala Lumpur. É possível chegar até lá de transporte público, como você pode ver aqui neste artigo, táxi ou uber, mas nós preferimos contratar um tour que nos levasse até lá e também a outros pontos turísticos afastados do centro da cidade. Valeu super a pena e vou passar mais detalhes a vocês.

Tour a Batu Caves e Royal Selangor

Como comentei no primeiro post que fiz sobre nossos 3 dias em Kuala Lumpur, havia pensado em visitar muitos lugares e fazer tours pelo entorno de KL, mas, quando chegamos lá, desanimados de fazer os passeios, por um lado porque eles são CAROS e por outro porque resolvemos ficar mais tranquilos e aproveitar a cidade. Não me arrependo!

Porém, o tour a Batu Caves não poderia ser desmarcado, já que é uma das principais atrações da cidade. Depois de pesquisar em agências de viagem, resolvi fechar o nosso tour pelo Viator, seguindo apenas os reviews de outras pessoas que compraram o mesmo passeio. Gostamos do que lemos e achamos o preço muito tranquilo, daí compramos.

Veja aqui o Tour para Batu Cave, Royal Selangor e Malaysian Crafts que compramos no Viator

Esse tour valeu a pena pela comodidade e preço que pagamos (10 dólares por pessoa). Eles nos buscaram pontualmente no hotel, nos levaram a todos os lugares que estavam descritos e depois nos deixaram de novo no hotel. Tudo foi entregue como prometido, ou seja, recomendo.

fábrica de chocolate kuala lumpur

O lugar que pegamos o ônibus é uma fábrica de chocolates! Foto: arquivo pessoal

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Ônibus do tour para Batu Caves. Foto: arquivo pessoal

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Guia do tour para Batu Caves. Foto: arquivo pessoal

A questão é: trata-se de um tour beeeem estilo “excursão”. Uma van nos buscou no hotel, depois nos levou a um lugar onde pegamos um ônibus com vários outros turistas. Havia um guia dentro do ônibus que ia nos explicando sobre a cidade e todos os lugares que passávamos, mas ele não entrou conosco em nenhuma das atrações. No Royal Selangor, nosso grupo foi acompanhado por uma guia local, e no Malaysian Crafts por uma funcionária de lá, mas em Batu Caves fomos sozinhos. Ele foi nos explicando dentro do ônibus sobre o lugar e chegando lá fizemos no nosso ritmo. Se você gosta de algo mais pessoal e grupos menores, é melhor contratar um passeio privativo. Acho que se tivéssemos um guia dentro de Batu Caves teria sido legal, mas também não achei essencial, compreendem?

Royal Selangor

Royal Selangor é uma fábrica de latão que está na região desde 1885, quando o fundador chinês Yong Koon chegou a Malásia. Nós visitamos o seu centro de visitantes, onde aprendemos sobre a história da companhia e da própria Malásia, já que o latão é um importante fator da economia do país.

Eu achei a visita a Royal Selangor bem interessante. A guia foi nos explicando e mostrando o processo de fabricação das peças em latão. No final, somos levados a uma loja que vende produtos da fábrica, todos maravilhosos, mas muito caros! Não compramos nada.

Tour guiado na Royal Selangor, Kuala Lumpur

Tour guiado na Royal Selangor, Kuala Lumpur. Foto: arquivo pessoal

Tour guiado na Royal Selangor, Kuala Lumpur

Tour guiado na Royal Selangor, Kuala Lumpur. Foto: arquivo pessoal

Tour guiado na Royal Selangor, Kuala Lumpur

Tour guiado na Royal Selangor, Kuala Lumpur. Foto: arquivo pessoal

royal selangor

Loja da Royal Selangor, Kuala Lumpur. Foto: arquivo pessoal

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Conjunto de bule e xícaras em latão. Preço aproximado: R$ 2.816,00. Foto: arquivo pessoal

maior caneca do mundo royal selangor

Essa é a maior caneca de latão do mundo, segundo o Guinness Book que fica na Royal Selangor. Ele tem 1.98 m de altura, pesa 1,53 toneladas e tem capacidade para 2.796 litros. Foto: arquivo pessoal

Malaysian Crafts

Depois de Royal Selangor, fomos para uma loja que produz batik, um tecido típico da região (lembram do artigo que fiz sobre batik em Bali?). A visita foi super rápida: fomos recepcionados por uma vendedora que nos mostrou como os tecidos são pintados à mão, depois ela me usou como modelo para demonstrar como usar uma canga de batik e, por fim, ficamos livres na loja para comprarmos os produtos. Também não compramos nada. Essa parte do passeio foi bem menos interessante que Royal Selangor e dá para ser excluída facilmente.

loja batik kuala lumpur

Fachada da loja de batik que visitamos em Kuala Lumpur. Foto: arquivo pessoal

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Explicação sobre o batik. Foto: arquivo pessoal

batik pintado à mão

Demonstração de batik sendo pintado à mão. Foto: arquivo pessoal

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Loja de batik, Kuala Lumpur. Foto: arquivo pessoal

batik malásia

Demonstrando o uso do batik. Foto: arquivo pessoal

Batu Caves

Já Batu Caves, a grande estrela do tour, é realmente fantástica! Não fosse pelo calor e pela quantidade absurda de pessoas, seria ainda muito melhor! Chegamos lá no nosso ônibus e fomos instruídos sobre quanto tempo teríamos lá. Era cada um por si para desbravar o lugar e depois voltar para o ônibus a tempo. Nós fomos direto para a senhora escadaria que nos leva para o interior das cavernas. São 272 degraus que você terá que subir caso queira conhecer o lugar – não há outra opção. Não bastasse o desafio do calor + umidade + degraus, marido foi convidado a levar consigo um balde cheio de brita até lá em cima! O motivo: o lugar estava passando por obras e eles pediam ajuda aos visitantes para subir o material de construção. Eu não quis levar um baldinho comigo porque sou blogueira e precisava tirar fotos não tenho muito preparo físico e já seria difícil sem o peso extra.

batu caves

Batu Caves, Malásia. Foto: arquivo pessoal

degraus batu caves

Subindo 272 degraus com 1 balde de brita! Foto: arquivo pessoal

batu caves vista kuala lumpur

Quase no topo! Vista de Kuala Lumpur a partir de Batu Caves. Foto: arquivo pessoal

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Moradores serelepes de Batu Caves. Foto: arquivo pessoal

Enquanto faz a sua sofrida subida, irá encontrar os moradores do complexo: macacos. Eles estarão por toda a parte e, como sempre, são bem espertinhos para roubar seus pertences, portanto, todo cuidado é pouco!

Depois de chegarmos esbaforidos lá em cima, curtimos um pouco a vista e fomos explorar o interior da caverna com os templos. É bem diferente e interessante. A parte “natural”, que é a própria caverna, achei bem bonita; a parte “religiosa”, que são os altares e templos, achei curiosa. Eu não entendo muito de Hinduísmo e como não estava acompanhada de um guia, acho que meio que perdi o sentido das coisas. Eram muitas estátuas coloridas, mas que eu não compreendia o sentido.

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Estátua na entrada da caverna principal de Batu Caves. Foto: arquivo pessoal

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Interior da caverna de Batu Caves. Foto: arquivo pessoal

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Foto: arquivo pessoal

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Interior de Batu Caves. Foto: arquivo pessoal

Depois de atravessar o salão principal da caverna, nos deparamos com MAIS degraus que nos levariam a uma parte aberta e com outro templo. Já estava ali, né? Então vamos encarar essa outra escada. E valeu a pena: o templo era bem interessante e pudemos também observar as pessoas fazendo suas orações e rituais. Nessa parte, pelo menos durante a nossa visita, estava cheio de macacos!

templo hindu batu caves

Escada para acessar o outro templo hindu. Foto: arquivo pessoal

templo hindu

Templo hindu. Foto: arquivo pessoal

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Detalhes do templo hindu. Foto: arquivo pessoal

Terminamos a nossa visita aos templos indo para a Dark Cave, mas não entramos porque achamos que não daria tempo. Achei muito legal que eles colocam várias informações a respeito das espécies que existem no local e a importância da conservação das mesmas. Parabéns!

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Dark Cave. Foto: arquivo pessoal

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Zonas da Dark Caves. Foto: arquivo pessoal

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“No fim, nós iremos conservar somente o que nós amamos. Nós iremos amar somente o que compreendemos. Nós iremos compreender somente aquilo que nos foi ensinado” – tradução livre. Foto: arquivo pessoal

Observação: como o tour era rápido, não conseguimos visitar a Ramayana Cave – Suyambu Lingam e a Caves Villa, que são outros templos na “encosta” do morro de Batu Caves. Se for por conta própria ou organizar um tour privado, acho que vale a pena incluir pelo menos o primeiro, que pareceu ser bem interessante.

lord murugan batu caves

Detalhe da estátua de Lord Murugan. Foto: arquivo pessoal

Dicas importantes para a sua visita a Batu Caves:

  • Mulheres devem estar com os joelhos cobertos para entrar no templo. Se não estiver vestida apropriadamente, eles alugam ou emprestam (não sei ao certo) o sarong lá na porta. Haverá pessoas vigiando e dizendo se precisamos ou não usar o sarong.
  • Ainda sobre roupas, além de cobrir os joelhos, coloque uma roupa bem leve porque o calor é demais! Não imagino alguém ali de calça jeans e salto alto.
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Hindu descendo as escadas do templo. Foto: arquivo pessoal

  • Já falei, mas é bom repetir: cuidado com os macacos!
  • No salão principal de Batu Caves, por se tratar de uma caverna natural, há vários pontos onde cai água das pedras mais altas até o chão, cuidado para não escorregar e cair. Se tem agonia de pé sujo, como eu, leve um lenço umedecido para limpá-los depois – eu estava de rasteirinha e tive que jogar água depois para limpar.
  • Se for entrar nos templos, lembre-se de tirar os sapatos.
  • Há regras quanto à direção para se subir ou descer as escadas. Na dúvida, observe o que a maioria (especialmente os próprios hindus) faz e repita.
  • Nunca devemos nos esquecer: apesar de estarmos ali como turistas, muitos vão para fazer os seus rituais e orações, portanto, faça silêncio e seja respeitoso com a fé alheia.
  • Faz MUITO calor em Kuala Lumpur, e a umidade altíssima faz com que as temperaturas pareçam ainda maiores. Eu suei mais que tampa de panela, literalmente, em Batu Caves (vou colocar a foto para provar, senão ninguém acredita). Por isso, se vai emendar a visita ao local com outro passeio, não é uma má ideia levar uma blusa extra. Além disso, beba bastante água! Eu tomei uma água de coco geladinha e deliciosa na saída do templo, na área onde o ônibus estava estacionado. Recomendo!
suor kuala lumpur calor

O que significa “suar bicas”. Foto: arquivo pessoal

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Água de coco salva! Foto: arquivo pessoal

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