Os templos no Rio Nilo

A experiência de navegar pelo Nilo já é maravilhosa por si só. Mas o ponto alto é ir parando nos templos à beira do famoso rio. Nossos olhos contemplaram belezas milenares que mal conseguirei explicar a vocês. Nós realmente não fazíamos ideia de que construções tão monumentais ainda estivessem de pé no Egito – além das pirâmides. Foi uma surpresa, um presente divino, algo que não nos esqueceremos jamais!

A respeito dos templos de Aswan e Luxor, falarei em outros artigos. Hoje vou falar sobre 2 templos que vimos “no meio do caminho”, um à margem leste e outro à margem oeste do Nilo. Aos aventureiros – e extremamente corajosos – é possível conhecer esses templos por terra, de táxi, ônibus ou trem. Em tese, não é permitido que turistas circulem pelas estradas egípcias a não ser em comboio. Na prática, há quem arrisque. Eu, pessoalmente, não faria isso, pois o Egito não é o lugar mais seguro do mundo para turistas.

As minhas descrições sobre os templos serão mínimas, pois informações melhores e mais detalhadas podem ser encontradas em vários sites (vou deixar links abaixo). Relatarei principalmente as nossas experiências e as impressões gerais que tivemos dos lugares.

Templo de Kom Ombo

Visitamos esse templo durante a noite. A iluminação do templo é incrível e criou um ambiente ainda mais mágico ao lugar. Esse templo tem mais de 2 mil anos e foi dedicado a duas divindades: o deus crocodilo Sobek e o deus falcão Hórus. Ao lado do templo, há o Museu do Crocodilo, com múmias desses animais e outras relíquias que foram retiradas do Templo. Mais informações sobre o Templo e sua história vocês podem ver aqui.

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Entrada dupla do Templo Kom Ombo. Foto: arquivo pessoal

Templo Kom Ombo, Egito.

Templo Kom Ombo, Egito. Foto: arquivo pessoal

Templo Kom Ombo, Egito.

Templo Kom Ombo, Egito. Foto: arquivo pessoal

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Relevo mostrando um parto. Foto: arquivo pessoal

Templo Kom Ombo, Egito.

Templo Kom Ombo, Egito. Foto: arquivo pessoal

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Templo Kom Ombo. Foto: arquivo pessoal

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Hieróglifos em Kom Ombo. Foto: arquivo pessoal

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Nilômetro: para medir a altura das águas do Nilo. Foto: arquivo pessoal

Templo Kom Ombo, Egito.

Templo Kom Ombo, Egito. Foto: arquivo pessoal

Templo Kom Ombo, Egito.

Templo Kom Ombo, Egito. Foto: arquivo pessoal

Templo Kom Ombo, Egito.

Templo Kom Ombo, Egito. Foto: arquivo pessoal

Museu do Crocodilo, Kom Ombo.

Museu do Crocodilo, Kom Ombo. Foto: arquivo pessoal

Museu do Crocodilo, Kom Ombo

Ovos mumificados. Foto: arquivo pessoal

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Crocodilos mumificados. Foto: arquivo pessoal

Um fato inusitado que aconteceu em Kom Ombo: estávamos caminhando para o templo quando vimos um encantador de serpentes, tocando uma flauta e “hipnotizando” o réptil em um cesto – como nos desenhos animados. Assistimos ao espetáculo meio amedrontados desconfiados e seguimos em direção à entrada do templo. No caminho, cheio de barracas com vendedores locais, vi uma cobrinha caindo do teto em cima das roupas que estavam expostas. Soltei um grito e logo apareceu o dono da loja, e das lojas vizinhas, tentando entender o que eu dizia (falei em inglês, mas eles não entendiam), até que alguém entendeu e foi procurar a pequena cobra. Por fim, depois de muita confusão e gritaria, acharam-na e a mataram a pauladas. Eu fiquei com dó, mas também não me perdoaria se soubesse que alguém foi picado por ela por falta de aviso meu. Não sei se foi coincidência ou se foi uma cobra que fugiu do encantador, mas que foi bizarro, foi.

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O homem das cobras. Foto: arquivo pessoal

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O cobrinha falecida. Foto: arquivo pessoal

Templo de Hórus em Edfu

A nossa visita ao Templo em Edfu foi nas primeiras horas da manhã. Dedicado ao deus Hórus, esse templo de 2 mil anos é um dos mais conservados do Egito. Sua estrutura é imensa: 137 m de comprimento, 79 metros de largura e 37 metros de altura. Como são muitas informações a respeito da construção do lugar, vou deixar um link com boas informações: veja aqui.

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Entrada do Templo de Hórus. Foto: arquivo pessoal

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Templo de Hórus. Fot: arquivo pessoal

Templo de Hórus.

Templo de Hórus. Foto: arquivo pessoal

Templo de Hórus.

Templo de Hórus. Foto: arquivo pessoal

Templo de Hórus edfu nilo

Interior do Templo de Hórus. Foto: arquivo pessoal

Interior do Templo de Hórus.

Interior do Templo de Hórus. Foto: arquivo pessoal

Interior do Templo de Hórus escada

Escada para subir. Foto: arquivo pessoal

Templo de Hórus edfu nilo

Escada para descer. Foto: arquivo pessoal

Interior do Templo de Hórus

Templo de Hórus. Foto: arquivo pessoal

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Barca sagrada no Templo de Hórus. Foto: arquivo pessoal

templo de horus

Templo de Hórus edfu nilo

Parte externa do Templo de Hórus. Foto: arquivo pessoal

Mais uma vez, no caminho até ele, passamos por uma situação constrangedora com animais: o templo é afastado do lugar onde o barco fica atracado e, para chegar até lá, disponibilizaram várias carroças que levariam os turistas. Eu nunca havia andado de carroça na vida e tenho pavor de imaginar colocar o pobre animal em sofrimento para o meu conforto. Questionei o guia sobre uma outra alternativa para chegar até lá, cogitei ir a pé, mas não daria tempo e também não havia outro meio de transporte. Me recusei a ir numa carroça com outras 3 pessoas e fiz de tudo para ir só eu e marido em uma. Aprontei escândalo, confesso, mas não me arrependo. Por fim, marido e eu tivemos que subir na carroça, em péssimas condições, com o pobre cavalo sendo açoitado pelo infeliz que o guiava. Chorei e me entristeci como há muito não acontecia. Rezei pelo cavalinho, para que me perdoasse por estar abusando dele. Lancei tantos olhares de ódio ao condutor da carroça e, pasmem, a roda quebrou! No meio do caminho, tivemos que trocar de carroça, que tinha condições tão ruins quanto a primeira. Foi uma experiência dolorosa e horrível. 

carroça egito

Carroças na porta do Templo de Edfu. Foto: arquivo pessoal

Os dois templos são fantásticos! Embora tenhamos passado por essa situação chata a caminho do Templo de Hórus, não posso negar que o lugar é surreal pela sua magnitude. Infelizmente, são experiências tão incríveis que não nos possibilitam descrever com clareza e fidelidade em um simples artigo, além de não ser permitido fotografar todos os cantos dos templos. Informações não faltam pela internet, mas nada se compara a poder estar lá e sentir de perto a energia de séculos de histórias, culturas e rituais que se passaram entre aquelas paredes. Examinar de perto os hieróglifos e relevos que contam a história de um povo fantástico que habitou aquele lugar, entender como faziam seus cultos e explicavam suas crenças. Enfim, poderia encher linhas e linhas de puro saudosismo, mas para economizar nosso tempo, apenas digo: se tiver oportunidade, não deixe de visitar esses lugares. Eu garanto que você não irá se arrepender.

Outros artigos sobre o Egito aqui.

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  • […] Veja também: Nossa experiência no Cruzeiro pelo Nilo: parte I e parte II. […]

  • […] pela primeira vez. Foi uma experiência muito triste e difícil para mim e já contei o relato aqui nesse post. Fiquei na dúvida se colocava ou não esse item no post, mas achei importante retomar o assunto […]

  • […] e eu não me contenho nos detalhes e nas fotos, vou dividir em partes I (o cruzeiro em si) e II (os templos que visitamos). Mais artigos sobre essa viagem você pode ver […]

  • Morena junho 1, 2017

    Belo Post era o que procurava, venho acompanhando alguns post deste site e estou adorando ler-los.

    • Pollyane
      Pollyane junho 1, 2017

      Oi Morena! Muito obrigada pela visita e pelo comentário. Espero que os posts te ajudem em sua viagem. Se precisar de outras dicas, é só pedir! Beijo grande.

  • Lari Teixeira maio 31, 2017

    Polly, não tem como lembrar do Adonai! Hehehe! Essa situação da cobra foi bizarra meeesmo! Você salvou alguém! Parabéns por essa atitude e por mais uma viagem incrível! Vocês merecem! Beijos!

    • Pollyane
      Pollyane maio 31, 2017

      Nossa, Lari, sabe que eu lembro o tempo todo também? Fico pensando que ele, se ainda não conhece, tinha que ir a esses lugares! Até para quem não gostava de História é interessante! hehe A história da cobra foi bizarra, né? Aff credo! hehe Beijo grande e obrigada pela visita.