Como contei no post do nosso roteiro pelo Cáucaso, acabamos ficando só 2 noites e 1 dia inteiro em Tbilisi, a capital da Geórgia. Depois, no dia de pegar o voo de volta a Abu Dhabi, tivemos algumas horas de espera no aeroporto (o motorista nos levou de Gudauri até o aeroporto, mas o voo só sairia de madrugada) e resolvemos voltar ao centro da cidade para dar mais uma voltinha. Sobre essas experiências que tivemos na capital georgiana que eu vou contar hoje para vocês!

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Tbilisi, Geórgia. Foto: arquivo pessoal

Tbilisi, a capital da Geórgia

Colando do Wikipedia, para situá-los da cidade que visitamos, “a história de Tbilisi se inicia por volta do século V. Durante os 1.500 anos de história, Tbilisi foi um importante centro cultural, político e econômico na região do Cáucaso. A cidade estava no cruzamento de importantes rotas comerciais e era frequentemente ocupada por inimigos. De 1918 a 1921, tornou-se a capital da República Democrática da Geórgia, e mais tarde, a capital da República Socialista Soviética da Geórgia. Desde 1991, ano em que a Geórgia tornou-se independente da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), é a capital da Geórgia independente”. 

Com uma história tão rica, a capital da Geórgia é um destino perfeito aos amantes de cidades interessantes, recheadas de fatos históricos e que transmitem algo de “raiz”, “verdadeiro” e “singular”. A cidade possui um centro histórico que chama a atenção para a diversidade de culturas, religiões, influências gastronômicas e muito mais.

No restante da cidade, observamos um interessante contraste entre o antigo e o moderno, além do belíssimo rio Kura, que corta Tbilisi, e as montanhas com picos de neve no horizonte dos pontos mais altos da cidade. A Geórgia é um lugar com muitas belezas naturais. Outro capítulo à parte é a culinária local: rica e deliciosa! Ao visitar o país, não deixe de provar os seus deliciosos pratos à base de queijo e os vinhos locais, que são maravilhosos. Em suma: a Geórgia é um país que oferece um turismo “completo”, pode ir que você não irá se arrepender!

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Com os brothers em Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

O que fazer em 1 dia em Tbilisi

No nosso único dia inteiro por Tbilisi, preparamos os cambitos e fomos explorar a parte história da cidade a pé. A casa que alugamos pelo Airbnb ficava na “encosta do morro” Narikala, no centro histórico. Descemos até a rua Kote Afkhaz, que é cheia de restaurantes e lojas. Ali, no centrinho histórico, visitamos igrejas, sinagoga, lojas interessantes. Parávamos para observar os moradores locais, as fachadas super diferentes, o rio Kura, a Ponte da Paz… Sem pressa, ficamos andando pela região, fotografando tudo que achávamos legal e pensando na próxima refeição, que deveria incluir, sem sombra de dúvida, um pão assado com queijo e um vinho local.

Igreja em Tbilisi

Igreja em Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

Igreja em Tbilisi.

Igreja em Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

Igreja em Tbilisi

Igreja em Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

Igreja em Tbilisi.

Igreja em Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

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Ponte da Paz. Foto: Renata Zagato

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Rio Kura, Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

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Ruas de Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

Passamos pelo Teatro da Torre e tivemos a sorte de ver o anjo saindo da torre e tocando o sino (acontece de hora em hora). Caminhamos até a Freedom Square e de lá seguimos pela Avenida Rustaveli, com seus imponentes prédios históricos. Nessa parte da cidade, parece que estamos andando pelas ruas das outras capitais europeias. Na noite extra que tivemos na cidade antes de voltar para os Emirados Árabes, voltamos justamente para essa avenida, onde jantamos e caminhamos pelas ruas iluminadas com a decoração de Natal.

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Teatro da Torre, Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

Na parte da tarde, fomos para a outra margem do rio, pegamos o teleférico, “subimos para o morro” e fomos para o Forte Narikala. De lá, você terá a melhor vista de Tbilisi! Eu altamente recomendo que você vá até lá para ver a cidade do alto, vale a pena. Depois da visita ao Forte, que é pouco conservado, vale mais pela vista mesmo, fomos para o monumento Mother of Georgians (Kartlis Deda), uma estátua que simboliza o caráter nacional georgiano: na mão esquerda ela segura uma tigela de vinho, para cumprimentar aqueles que são amigos; e na mão direita é uma espada, para aqueles que vêm como inimigos.

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Teleférico em Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

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Vista do Forte Narikala. Foto: arquivo pessoal

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Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

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Forte Narikala, Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

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Mother of Georgians. Foto: Renata Zagato

Ao invés de pegar o teleférico para descer para a cidade antiga, fomos descendo pelas escadas, cortando as ruas e becos de Tbilisi. Ao chegarmos na rua dos bares e restaurantes de novo, fomos tomar um café e depois fomos no Meidan Bazaar, uma espécie de mercado subterrâneo, onde são vendidos artigos georgianos: roupas, jóias, comida, bebida, souvenir… Demos uma volta pelas ruas com bares, boates e casas de “massagem” da região. Pensamos em ir para um Spa (de verdade, sem eufemismos), mas nos faltou fôlego e pernas, já estávamos cansados. Nem nos banhos sulfurosos conseguimos ir – mas fica a dica, dizem que é interessante. Rodamos de novo ali pelo centrinho e depois jantamos. Um dia proveitoso, mas cansativo, especialmente para quem estava fora de forma! Haha.

meidan bazaar tbilisi

Foto: arquivo pessoal

Meidan Bazaar, Tbilisi

Meidan Bazaar, Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

Meidan Bazaar, Tbilisi

Meidan Bazaar. Foto: arquivo pessoal  

Hospedagem em Tbilisi

A nossa hospedagem em Tbilisi foi o segundo maior erro da viagem (o primeiro, sem dúvida, foi a minha ideia de jerico de ter voado de paragliding em Gudauri). Nós estávamos em 2 casais e, dentre buscas de hotéis e outras opções de hospedagem, optamos por alugar uma casa no Airbnb. Não foi a nossa primeira experiência alugando uma casa assim, mas essa, no fim das contas, foi a menos feliz delas.

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Vista da nossa casa em Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

A casa era suuuper bem recomendada no site, mas a dona se esqueceu de colocar umas informações importantes como, por exemplo, que precisávamos subir uma infinidade de degraus para alcançar a casa, que fica no topo do morro. Imagine então quando você chegar lá cheio de malas pesadas e tiver que levar “no braço” tudo para cima. A casa era boa, tirando o fato de que o andar de cima, onde ficavam os quartos e o banheiro, tinha o teto rebaixado e o nosso amigo, que é mais alto, batia constantemente a cabeça e teve que tomar banho inclinado. Até para nós, que não somos tão altos quanto ele, tava difícil ficar abaixando o tempo todo. A nossa cama era mais um “solteirão” que “casal” e na segunda noite o marido foi dormir no sofá, porque o amor é grande, mas o sono também é muito precioso! Enfim, tínhamos reservado 3 noites, mas decidimos ficar só 2 e ir mais cedo para o resort de ski.

E o que fica da nossa experiência? Bom, primeiro, cuidado com as opções que encontrar pelo Airbnb! Segundo, se na descrição tiver falando que a casa tem uma ótima vista e, pelas fotos, você perceber que ela fica no “alto”, provavelmente você terá que enfrentar muitos degraus para alcançá-la. Isso pode ser tranquilo, mas também pode ser um pesadelo, especialmente com malas e para pessoas idosas, obesas ou com dificuldades de locomoção.

Apesar das escadas, a localização é excelente: ficar na parte antiga da cidade, ou perto da Freedom Square, são as melhores opções. Há muitos restaurantes e atrações por ali. No mapa abaixo, que peguei no Booking.com, circulei a parte que acho que vale a pena se hospedar.

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Onde hospedar Tbilisi. Fonte: Booking.com e Google Maps

Onde comer em Tbilisi

Na noite extra que ficamos na cidade, no nosso tempo de conexão, jantamos no Dinehall, na Avenida Rustaveli. O restaurante foi indicação do mocinho simpático do balcão de informações turísticas do aeroporto. Ele escreveu o nome e o endereço do restaurante em georgiano em um papel e nos pediu para entregar ao taxista, para que nos levasse direto para lá. Deu super certo! O restaurante é ótimo, uma delícia, e super bem localizado. Recomendamos!

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Cerveja da Geórgia no Dinehall. Foto: arquivo pessoal

Tomamos café da manhã no Cafe Accent, um lugar charmosinho no centro histórico, e com boas opções para o café da manhã. O lugar é bem aconchegante, com uma decoração super fofa, vale a visita se tiver pela região. Mas, não posso deixar de contar um fato bizarro que aconteceu quando estávamos lá: havia uma senhora no caixa e um garçom no local, somente. Em um dado momento, o telefone toca, a mulher atende e começa a chorar compulsivamente. Eles conversaram um pouco (tudo em georgiano, não entendemos uma palavra) e, depois de fazer com o que o nosso café da manhã tivesse uma trilha sonora de choros e soluços, a mulher vai embora. Inevitavelmente, ficamos nos remoendo de curiosidade para saber o que tinha acontecido. Passamos o café todo tentando imaginar as possíveis situações: alguém sofreu um acidente, alguém morreu, e uma lista longa de possíveis tragédias. Ficamos com pena da pobre senhora e do garçom, que ficou visivelmente abalado e constrangido com a nossa presença lá.

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Observando o choro compulsivo. Foto: arquivo pessoal

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Cafe Accent, Tbilisi, Geórgia. Foto: arquivo pessoal

Também jantamos no Organique Josper Bar. Não me lembro muito bem da experiência e, não sei o motivo, mas não tirei foto de lá. Fomos até lá pelas opções do cardápio que agradavam a todos e porque era bem conceituado no Trip Advisor. De maneira geral, a experiência foi boa. Lembro que o garçom era muito atencioso.

Se você é fã de vinhos e quer provar a culinária local como acompanhamento, recomendo o g.Vino. Também fomos até esse restaurante pelas excelentes avaliações no Trip Advisor e não nos arrependemos. Tudo que pedimos estava delicioso (há muitas opções de vinho e a garçonete estava muito bem preparada e informada para nos indicar o mais adequado). O ambiente do restaurante também é bem agradável e a localização é excelente, em uma rua super movimentada no centro histórico, passagem certa se você estiver pela região.

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Sopinha de legumes, kachapurito de queijo e vinhos! Foto: arquivo pessoal

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Minha escolha de vinho georgiano. Foto: arquivo pessoal

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A conta, equivalente a 154,71 reais. Foto: arquivo pessoal

Ah, só um fato curioso: quando chegamos ao aeroporto de Tbilisi, no balcão da imigração, a funcionária nos entregou, além do passaporte carimbado com o visto, uma garrafa de vinho! Eu nunca vi isso na minha vida: ganhar uma garrafa de vinho da imigração do país! Certamente, nunca fui tão bem recebida em lugar algum 😀 Hehe. Ah, detalhe, cada pessoa ganhava uma garrafa, ou seja, saímos de lá com 4! Para vocês verem que vinho é assunto sério na Geórgia…

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Com os nossos vinhos no aeroporto de Tbilisi. Foto: arquivo pessoal

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Descrição do vinho que ganhamos na Geórgia. Foto: arquivo pessoal

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  • […] da Geórgia, para “estrelar” este artigo. Ficamos pouco tempo por lá, como já contei neste artigo, mas o suficiente para ficar encantada com algumas “peculiaridades” urbanas da cidade. […]

  • Renata julho 15, 2017

    Foi maravilhoso! Mas dispenso as escadas na próxima! Hahahaha