Promessa é dívida. Só que, nesse caso, eu vou parcelar, e essa é a parte I da viagem que fizemos recentemente ao Japão (novembro de 2015).

Desde que criei o blog, planejei fazer posts sobre as viagens que já fizemos, dando algumas dicas que nem sempre são encontradas nos roteiros tradicionais. Mas, como o tempo foi corrido – e a adaptação em Abu Dhabi foi um pouco mais caótica que o previsto – fiquei em débito nesse quesito.

Então, enquanto não tomo coragem para falar sobre as viagens mais antigas, vou logo apressar os artigos sobre o Japão enquanto está tudo bem fresquinho na memória.

tokio japão

Foto para mostrar o Haagen-Dazs japonês e a menina “diferente” ali atrás. Foto: arquivo pessoal

Os voos

Se tem algo que arrependemos amargamente nessa viagem foi a escolha dos voos! De maneira geral, sempre compramos as passagens mais baratas possíveis, mas desta vez ficou a lição: não! Mil vezes não!

A tal passagem mais barata era pela companhia China Eastern, que nenhum de nós conhecia. No bilhete inicial, sairíamos de Dubai (bem mais barato que sair de Abu Dhabi), faríamos conexão em Xangai e chegaríamos em Tóquio. E eis que, às vésperas da viagem, eles mudaram os nosso bilhetes e incluíram mais uma conexão na China, em Kunming – que carinhosamente chamamos de Kun.

Gente, sério! Eu me canso só de lembrar. Vou fazer por tópicos para ver se facilita a “visualização” de vocês:

  • Tivemos que pegar Uber de Abu Dhabi para o aeroporto de Dubai. Valor: 270 AED (mesmo assim ainda valia a pena – financeiramente falando – sair de Dubai);
  • O Aeroporto de Dubai (Terminal 1) é o lugar mais CAÓTICO que eu já vi na minha vida! Quase perdemos o nosso voo, mesmo tendo chegado com mais de 2 horas de antecedência, e várias pessoas certamente perderam os seus. Ah, a “sorte” foi que o nosso voo atrasou… Nota: o aeroporto de Abu Dhabi é infinitamente melhor e mais organizado!;
  • Na conexão em Kunming, tivemos que descer do avião, passar pela imigração, passar pelo raio-x, recolher as bagagens, fazer check in, passar pelo raio-x, passar pela imigração e voltar para o avião, que atrasou;
  • Na conexão em Xangai: a mesma coisa de Kunming – com o “plus” de o voo ter atrasado mais de 2 horas (em cima do atraso que já estava);
  • Chegamos em Tokyo quase 4 horas depois do horário previsto, de madrugada, completamente exaustos;
  • Nos voos da volta a situação foi a mesma – inclusive com atrasos dos voos, com a comida ruim, com o cansaço…

Lição pra vida: ouça sua mãe quando ela diz que o barato pode sair caro. Sem mais.

uber estrada abu dhabi dubai

Uber. Na estrada, entre Abu Dhabi e Dubai. Foto: arquivo pessoal

Hospedagem em Tóquio

Dessa vez, acertamos na escolha! Antes de viajar, sempre preocupamos bastante com a localização da hospedagem. Pensamos em mil fatores: custo-benefício, distância e transporte para o aeroporto, distância dos principais pontos turísticos, disponibilidade de transporte público, opções de alimentação por perto, segurança do bairro e, principalmente, recomendações de outros viajantes.

Minhas principais fontes de consulta para a escolha da hospedagem são o Booking.com (para visualizar no mapa deles onde estão concentrados o maior número de hotéis – porque provavelmente esse é o melhor lugar para se hospedar), TripAdvisor (para olhar os reviews dos hotéis) e váaaarios blogs de viagens de pessoas que já foram para o lugar.

Para Tokyo, tudo indicava que o melhor lugar para hospedarmos seria Shinjuku, que é um “bairro” (eles chamam de prefeituras ou distritos) super movimentado, turístico, interessante e que possui a maior estação da cidade e, segundo algumas fontes, a mais movimentada do mundo, com um fluxo de mais de 2 milhões de pessoas diariamente!

shinjuku

Em Shinjuku, o movimentado bairro em Tokyo que nos hospedamos. Foto: arquivo pessoal

Como fomos olhar a hospedagem um pouco em cima da hora (faltando 1 mês para a viagem), não encontramos muitas opções de hotéis que cabiam no nosso bolso. Nesse caso, recorremos ao bom e velho Airbnb e escolhemos um apê pequeno e simples, bem pertinho da estação de Shinjuku (8 minutos a pé, aproximadamente).

O apartamento era, na verdade, uma quitinete (os padrões japoneses de espaço são muito diferentes dos nossos!), mas tinha tudo que precisávamos: cama, banheiro, internet móvel (sim, a nossa internet era um modem portátil que carregávamos conosco pelas ruas!) e chaleira. Era limpo, organizado e cumpria com tudo que dizia no anúncio. Sossego!

Sobre Shinjuku

Como já falei, Shinjuku é um dos 23 distritos que compõem Tokyo e é um importante centro comercial e de entretenimento. A estação de Shinjuku é realmente uma lou-cu-ra! É um mar de gente para todos os lados que olharmos. Apesar disso, pense num lugar organizado, limpo, bem sinalizado e muito eficiente.

estação shinjuku

Estação de Shinjuku, Tóquio. Foto: arquivo pessoal

Para o nosso perfil de viajantes – casal jovem sem filhos e com orçamento controlado – a escolha da hospedagem foi perfeita. Todos os dias, caminhávamos até a estação e de lá partíamos para os outros pontos da cidade, sem a menor dificuldade. Ao final do dia, quando voltávamos para casa, tínhamos uma infinidade de restaurantes à nossa disposição. Se estivéssemos na vibe “bar e agitação”, Shinjuku também era o lugar ideal, mas isso ficou no passado distante dos vinte e poucos anos…

ruas shinjuku tokio

As ruas lotadas e coloridas de Shinjuku. Ops, e aquele Godzilla ali? Foto: arquivo pessoal

Uma informação importante a ser adicionada (e que passou despercebida quando escolhemos o apê): nos arredores da estação, há uma área chamada Kabukicho, que é o maior “red light district” de Tokyo (cabarés, para os que desconhecem o termo). Adivinhem? O apê ficava justamente nessa área, aliás, exatamente aos fundos de um motel (isso mesmo, há motéis no Japão, no mesmo formato do Brasil). Além desse tipo de estabelecimento, havia várias casas de show, massagens com finais felizes, sex shops e, claro, mocinhas que ficavam paradas nas ruas segurando uma plaquinha com o valor que elas achavam justo.

Para nós, isso não foi nenhum problema – confesso que achava até divertido – mas achei importante compartilhar a informação, caso alguém que esteja viajando com crianças pense em dar umas voltas por ali.

strip club tokyo

Um strip club pertinho do nosso apê, em Tokyo. O nome da casa é o mesmo da minha afilhada (que gostou da homenagem, tadinha). Foto: arquivo pessoal

Ainda em Shinjuku, mas longe de Kabukicho, há o Shinjuku Gyoen National Garden, um parque enorme e bastante frequentado pelos moradores locais. No dia que fomos, estava nublado, mas mesmo assim havia muita gente fazendo piqueniques pelos gramados. Se estiver por perto, vale a visita. Algumas fotos de lá:

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Outra área que vale a pena visitar é a Golden Gai, que são umas ruas estreitas, cheias de bares e restaurantes, todos com um aspecto horroroso, com muita gente esquisita e você tem certeza que vai ser esfaqueado a qualquer momento. Mas estamos falando de Japão, então nada disso vai acontecer e eu garanto que vale a pena andar por essas ruas e conhecer esse lado “copo sujo” da cidade. Desculpe a sinceridade, eu não poderia dizer que era a coisa mais linda de Tóquio, mas vale a visita, absolutamente!

golden gai tokyo

Golden Gai, em Tóquio, durante o dia. Foto: arquivo pessoal

E, para encerrar, uma verdadeiramente linda e inesperada surpresa em Shinjuku: uma festa no Hanazono Shrine. Acabamos indo parar nesse lugar por acaso, à noite, enquanto procurávamos um restaurante. O templo, em si, não tem nada de espetacular, mas a festa/feirinha estava bem legal. Quando estávamos lá, não conseguimos entender o propósito daquilo tudo. Não havia nenhuma explicação em inglês e ninguém sabia nos explicar também (em inglês, porque em japonês bem tentaram). Mas, depois, fui pesquisar e descobri que a feira se chama Tori-no-Ichi e, para quem tiver interesse em saber mais, clique aqui. Aos que se contentarem com uma visão beeeem simplista, é só imaginar uma barraquinha (ou quermesse) de igreja, pronto!

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Foto: arquivo pessoal

Por hoje é só! Ainda tem muita coisa para falar do Japão, então provavelmente vai ter parte II, parte III, parte IV fatorial etc. Beijo!

Mais artigos sobre o Japão AQUI.

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  • Luciene novembro 29, 2015

    Oi Pollyane. Parabéns pela iniciativa de criar o blog. Acho que vou para o mesmo caminho. Estamos morando no Irã. Te mandei uma mensagem no facebook. Se você puder me responder, ficarei muito grata. Abs

  • Larilinda novembro 24, 2015

    Quanta informação nesse primeiro post! Esses nomes do Japão são muito malucos! Difíceis de guardar! Deixei salvo aqui, caso algum dia eu vá, vou ter que ler tudo de novo!

    • Pollyane
      pollyanerezende novembro 24, 2015

      O Japão é muita informação para todo canto que se olhe, Lari! Mas não se preocupe, quando vc tiver programando uma viagem pra lá, esses nomes vão ficar grudadinhos na sua cabeça! ehehehe Beijoo