28 de setembro de 2016

A oeste de Salalah

Dando sequência ao primeiro post do passeio que fizemos em Salalah, hoje vamos falar sobre as atrações que vimos “a oeste” da cidade. Para que entendam melhor: o passeio “leste” foi feito na parte da manhã, enquanto o “oeste”, à tarde.

Ayn Razat

Ayn Razat é uma área de nascentes em pleno deserto. O lugar é calmo, havia um pouco de verde (vi fotos durante as monções e fica BEM verde mesmo) e um riacho que corria entre as pedras. Super convidativo naquele calorão, mas…

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Placa avisando sobre a presença de caramujos hospedeiros da esquistossomose na água. É proibido entrar na água. Foto: arquivo pessoal

Era proibido entrar na água pelo risco de se contrair esquistossomose. Porém, há quem não se preocupe com isso:

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Crianças brincando nas nascentes de Ayn Razat. Foto: arquivo pessoal

Apesar de, em tese, não ser permitido o banho, o local é muito popular entre turistas e moradores locais. A área é ampla e, durante a época das chuvas, as montanhas ficam cobertas de verde e as pessoas aproveitam a região para fazer piqueniques.

Além do riacho, há uma caverna, acessível por alguns lances de escada. Mas, infelizmente, não encontramos nada além de cheiro de urina e pichações.

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Caverna em Ayn Razat. Foto: arquivo pessoal

Embora tenha sido interessante ver toda aquela água nascendo das pedras, o local não é imperdível. Se tiver que escolher entre Ayn Razat e outro passeio, cogite seriamente ir ao outro.

Qara Mountains 

Seguimos para a região leste, propriamente dita, de Salalah. Passamos por paisagens de montanhas e praias belíssimas. O nome da região é Qara Mountains, onde podemos ver, além da bela paisagem natural, a vida em Dhofar “como ela é”: pequenos agricultores em suas propriedades às margens da rodovia, além de outros moradores da região que passavam por nós na estrada. Sem contar as manadas de camelo soltas na paisagem, inclusive na praia – e na estrada – formam um cenário quase fantástico.

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As Qara Mountains e a praia Mughsail vistos da estrada. Foto: arquivo pessoa

Em meio a essa paisagem montanhosa e desértica, fomos ao encontro de um exemplar da árvore de frankincense. O guia nos mostrou a árvore em seu ambiente natural e também demonstrou como é feita a colheita da resina. Muito interessante!

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Árvore de frankincense em Salalah, Omã. Foto: arquivo pessoal

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Guia demonstrando como é feita a colheita da resina de frankincense. Foto: arquivo pessoal

Ainda pela região, visitamos a Tumba de Jó, ou Nabi Ayoub (sim, aquele mesmo do Velho Testamento da Bíblia e que, comumente, fazemos referência à sua paciência). Jó é considerado um Profeta pelo Islamismo, mesmo tendo vivido muitos anos antes do surgimento dessa religião, e a sua tumba é importante ponto de peregrinação para os seguidores dessa fé. A tumba está localizada no alto de uma montanha, cercada por um agradável jardim.

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Genealogia dos Profetas considerados pelo Islamismo, na Tumba de Jó. Foto: arquivo pessoal

A tumba em si é imensa, medindo cerca de 4 metros. Dizem que essa era a altura de Jó. Do lado de fora da tumba, há uma marca no chão que é tida por alguns como a sua marca do pé direito (imensa, também). Acreditar nisso é totalmente opcional, porém. Além disso, há quem conteste que esta não é a verdadeira tumba de Jó. Verdade ou não, talvez seja interessante conhecer pela importância histórica na região.

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Supostamente, a marca do pé de Jó. É gigante, apesar de não ter escala na foto. Foto: arquivo pessoal

Fora do complexo da tumba, tivemos a oportunidade de “interagir” com umas camelas que estavam pastando soltas por lá. Foi a primeira vez que toquei num camelo e, confesso, fiquei morrendo de medo de levar um coice ou uma mordida. Eles são grandes!

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Marido passando a mão na camela – e o guia segurando a cabeça dela. Foto: arquivo pessoal

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O guia falou para eu fazer uma “selfie” com a camela. Adivinha o que aconteceu no exato momento? A camela tentou morder a cabeça dele (dá para ver a boca dela aberta e a cara dele de pânico). Mais uma vez: não era medo infundado. Foto: arquivo pessoal

Mughsail beach e Blow Holes

Por fim, fomos para o Blow Holes na praia de Mughsail.

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Praia de Mughsail, Salalah, Omã. Foto: arquivo pessoal

Blow Holes são buracos em pedras por onde a água espirra de maneira violenta e se levantam a uma grande altura do solo. A pedra, no caso, estava sob o mar e, de acordo com o tamanho da onda, a água passava por pequenos orifícios pela pedra e provocava o tal fenômeno, que também emitia um som característico.

No lugar onde se encontram os Blow Holes, há um monte de gente aguardando pelo fenômeno. Não sabíamos o momento exato em que ele aconteceria, então precisamos ficar atentos, inclusive para não nos molharmos!

O lugar é bem bonito, na verdade, um dos mais bonitos que vimos pela região. O mar é de um azul lindíssimo e parecia muito limpo. Até avistei uma tartaruga-do-mar nadando tranquilamente.

Depois disso, hotel! Foi um dia cheio: cheio de passeios incríveis, cheio de história, cheio de aprendizado, cheio de natureza, cheio de fotos lindas e, agora, cheio de memórias. Omã é incrível! Salalah é imperdível e o passeio então, acho que as fotos explicam bem. Agradecemos ao guia, à empresa Oman Day Tours e, muitíssimo em breve, teremos outra aventura por Omã para postar aqui 🙂 Beijo grande.

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  • […] Durante 1 dia inteiro da nossa viagem, fizemos um tour pela região que contratamos antecipadamente pela internet. Valeu SUPER a pena e há tanta coisa a contar sobre esse dia que será necessário fazer outro post só para falar dele. Já adianto: teve montanha, mar, vilarejo, ruínas, tumbas, incenso… Foi maravilhoso! (Confira: Parte I e Parte II) […]

  • Marly setembro 28, 2016

    Obrigada, você me faz viajar em suas descrições!