10 de agosto de 2015

Onde vocês estão comendo?

Arroz, feijão, bife, salada e batata frita. Ahhh, quem me dera… Como eu já havia previsto nos primeiros posts do blog, é difícil achar comida tão boa quanto a nossa brasileira (ou, pelo menos , que seja ace$$ível). Comer bem aqui tem sido algo complicado, vamos aos fatores:

1 – Isolamento geográfico – estamos hospedados em Al Reem Island, uma das ilhas daqui de Abu-Dhabi e também uma das mais recentes, por assim dizer. Há vários prédios e muita gente morando aqui, mas a maior parte da ilha é ainda uma vastidão de areia dividida em quadras. Por causa disso, não existe esse negócio de “ah, vou ali embaixo comprar um cachorro-quente, um espetinho, uma pamonha”. Já citei algumas vezes que temos um shopping aqui perto, mas lá não tem muitas opções de restaurantes, tampouco ao nosso bolso gosto.

2 – Experimentação – assim que chegamos a um lugar novo (muito novo, tipo um país diferente), precisamos de um tempo para habituar ao “tempero” do lugar e também descobrir o que é bom e o que a gente-nunca-mais-come-nem-amarrado. Demora um pouco tudo isso. Não vai ser em 1 semana que vamos achar os nossos restaurantes favoritos… mas a gente tem tentado! Tenho buscado variar os restaurantes e as cozinhas. Já descobri lugares que não faço questão de voltar e outros que ainda voltarei muitas vezes <3

3 – Armadilhas em domicílio – estou tendo um caso de amor e ódio com um aplicativo de celular chamado “Foodonclick”. Já o marido está tendo um caso plenamente amoroso com o site de mesmo nome. O drama é: você se mata na academia e quando chega em casa o marido comunica sugere que vai pedir uma pizza. Putz! É prático, super rápido e muitas vezes gostoso. Como é que nega? Juntando a preguiça, a distância de tudo, a cozinha que não é “só nossa” e a enorme praticidade dos serviços de delivery oferecidos por esse e outros sites, é muito cômodo acabar pedindo comida em casa todo dia, enquanto espera na cama assistindo seriado (oi? quem? hehe…). Eu poderia encerrar este post aqui mesmo, dizendo que 70% do que comemos é de delivery, o que não é mentira. Mas vamos adiante.

4 – Altos preços no supermercado – fazer comida em casa é sempre uma alternativa mais econômica. Em partes. Quando falamos dos preços dos produtos daqui, temos que avaliar beeeeem se vale a pena, economicamente falando. O que eu tenho percebido até então é que sim, ainda vale, mas porque nós estamos praticamente sem comer carne vermelha em casa (só carne moída, às vezes) e porque eu opto pelo produto mais barato, como já disse aqui. Já sei que não tenho feito as compras no mercado mais barato, mas a diferença do preço de alguns produtos em mercados diferentes, ditos mais baratos, não é tão grande assim. Pelo menos não ao ponto de se tornar “barato”. É claro que isso ainda pode mudar e eu posso descobrir outros lugares ainda mais em conta (desejo mesmo que isso aconteça). Por enquanto, estamos tentando fazer sempre uma refeição por dia em casa (almoço ou janta), não só pela economia, mas também por sabermos exatamente o que esperar do sabor, sem nenhum elemento tempero surpresa.

 Resumo da ópera: moramos isolados, por isso pedimos muito delivery. Porém, pelo menos 1 refeição por dia fazemos em casa. Quando temos que ir a algum lugar (tipo shopping), comemos por lá mesmo. 

Vou dar um exemplo prático: o que/onde comemos ontem.

Café da manhã: em casa – Nespresso, pão, cream cheese, castanhas, iogurte.

Almoço: fomos ao Abu-Dhabi Mall e escolhemos esse restaurante abaixo (Athena) porque a comida estava com a cara boa (e porque eu sou aloka do arroz e preciso comer todo dia):

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Meu prato: pão, arroz com legumes, carne com cogumelos, peixe, vegetais cozidos e sopa. Destaque para o prato e talheres de plástico – comum por aqui nesse tipo de restaurante.

Comida do marido: arroz com legumes (era obrigatório em todos os pratos), frango, carne com batata, pão e sopa.

Valor de cada prato: 30 AED (uma das opções mais baratas que encontramos no shopping – e que servia comida de verdade). Quanto ao sabor: a cara era melhor.

Shopping vai, shopping vem, paramos para tomar um café:

Água, cappuccino, expresso duplo e 1 fatia de torta de chocolate

Preço: 51 AED. Sem mais, né?

Só para acrescentar um fato que já observei aqui: os emiradenses (e o povo árabe, de um modo geral), gostam muito de ficar nesses cafés. Acho que é tipo a “mesa de bar” deles, já que eles não consomem bebida alcóolica. Eu sempre os vejo sentados, sozinhos ou acompanhados, tomando um cafezinho e beliscando alguma coisa. Não cheguei a tirar foto desse café que fomos ontem, mas ele era bem simples. Alguns são liiindooooos, com uma decoração espetacular, poltronas magníficas. Fica para um post futuro.

Jantar: como já contei, marido tem um caso com o aplicativo e uma atração fatal pela pizza de pepperoni. Eu fui de macarrão ao alho e óleo que tinha feito na véspera.

Pizzaria que já entrou na lista das aprovadas.

E é isso! Estou preparando outros posts, com outros tipos de comida (inclusive as boas, que comemos aqui), mas vou esperar mais tempo, para ter mais “material”. O post de hoje foi só para mostrar o que seria um dia comum nosso, já que tanta gente está perguntando. Aos que estão no Brasil, espero que sirva de aprendizado para poderem degustar melhor as nossas tão amadas comidinhas brasileiras. Saudades…

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  • Lari linda agosto 23, 2015

    Hehe! Leio e sofro! A experiência deve ser legal, mas essa diferencça de sabores deve ser tenso! Esse saudades que escreveu no final foi engraçado! Vou comer algumas coisas aqui por você, tá!? Saudades!

  • Márcia Barbosa de Souza agosto 12, 2015

    Concordo Polly!!! Tem muita gente que se engana, achando que a comida de outros países são melhores que as nossas! Imagino a Ju morando aí, perderia mais alguns quilinhos!!!!