Andam me perguntando quais são as minhas primeiras impressões sobre Abu Dhabi, já que cheguei aqui dia 29/07, mas, antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que o calor está me impedindo de ter grandes impressões. É isso.

Quando chego a uma cidade nova, geralmente largo as malas no hotel e saio correndo para ver a rua. No Golfo Pérsico não é bem assim… Quando soube que teria que ficar 1 dia em Muscat, já entrei no Trip Advisor para ver o que eu poderia fazer. Ledo engano! No momento em que eu abri a sacada do apartamento, senti um bafor tão forte e até os meus óculos embaçaram. Por pior que pareça, a sensação é EXATAMENTE a de estar dentro de um forno. A menos que você já esteve no deserto em pleno verão, não há com o quê comparar.

Fisiologicamente falando, nem cheguei a transpirar muito (não deu tempo, fiquei pouco ao ar livre), era muito difícil de respirar, como se estivesse dentro de uma sauna e o corpo todo fica QUENTE – assim como a roupa e os objetos que estamos usando. Foi engraçado porque até o Dexter levou um susto com as altas temperaturas. A primeira vez que o levei para fora do prédio, ainda em Muscat, ele ficou paralisado e depois quis voltar correndo para dentro do prédio. Ele também fica bem quente, tadinho… Parece até que passou horas sob o sol.

Como visitar qualquer ponto turístico de Muscat estava fora de cogitação, passei o dia inteiro no shopping dentro do prédio que estava hospedada. Fiz “turismo observacional do comportamento local”.

Não posso deixar de dizer que a primeira loja que eu dei de cara foi uma que vendia abayas “chiques”. Fiquei boquiaberta com a lindeza dos bordados que eles fazem e JÁ QUERO uma para usar aqui também!! E não só as abayas eram muito bonitas, mas as mulheres eram LINDAS! Sendo bem sincera, acho que nunca me senti tão mal arrumada 🙁 Estava usando calça jeans, camiseta e rasteirinha, enquanto elas desfilavam com as lindas abayas ricamente bordadas, jóias, bolsas e maquiagens lindíssimas.

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Modelo de abaya bordada

Além das mulheres de abaya, também havia os homens de thawb (que é a a túnica branca) e o taqiyah (que é o chapeuzinho na cabeça). Como já falei no post anterior, é complicado diferenciá-los, já que a roupa é idêntica, a única diferença estava nas cores e bordados do taqiyah (muito bonitos, por sinal).

Taqiyah

Taqiyah

Vi muitos homens passeando com outros homens; muitas mulheres com outras mulheres; e algumas famílias com crianças. Todos os omanis pareciam usar essa vestimenta típica, de maneira muito elegante. Percebi que as mulheres mal olhavam para mim, mas os homens olham muito e sempre. Provavelmente eles fazem isso com todas. Repetindo: dá pra entender esse lance da poligamia aqui…

Além da loja de “fancy abayas”, outras que me chamaram a atenção foram as de perfumes, de jóias e de méis. As primeiras porque não tem NADA a ver com as lojas de perfumes que conhecemos. Eles usam outros tipos de essências para fabricá-los. É difícil explicar sem nenhuma imagem, então prometo que quando tiver oportunidade, vou pedir para fotografar e falar um pouquinho mais para vocês. As lojas de jóias me chamaram a atenção pelo tamanho gigante das jóias que estavam na vitrine. No Brasil, estamos acostumados a ver jóias na vitrine, óbvio, mas são peças mais delicadas, correto? Pois em Muscat a regra parecia ser “quanto maior, melhor”. E dá-lhe pescoço e orelha para aguentar o peso daquilo! E por último, as lojinhas de méis eram muito fofas. Havia potes enormes de vidro com os diferentes tipos de mel dentro. O cheiro era ótimo, mas não cheguei a provar. Depois procurarei fazer um post sobre isso também. Nhami nhami.

A minha curta estada em Muscat terminou no aeroporto, onde tive a oportunidade de conversar por mais de 1 hora com um funcionário da área de veterinária de lá. Foi uma conversa bem legal, onde pude matar um pouco da minha curiosidade sobre alguns assuntos, assim como ele também. Afinal de contas, não é todo dia que tenho a oportunidade de conversar com um omani; e nem ele com uma brasileira.

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