22 de julho de 2018

Um dia com guia em Bangkok

Quando viajamos, gostamos de explorar os locais por conta própria, mas também fazemos alguns passeios com guia para poder aprender não só sobre os pontos turísticos que visitamos, como também a cultura local e outras curiosidades que somente os moradores poderiam nos passar.

Na nossa viagem pela Tailândia, decidimos que contrataríamos um dia de passeio guiado por Bangkok, que é o lugar onde estariam os templos mais interessantes. Achamos que a experiência foi excelente, não só pela empresa que escolhemos e a nossa guia maravilhosa, mas também porque fez o nosso dia render bastante, coisa que não teria acontecido se tivéssemos tentado explorar os mesmos lugares por conta própria.

bangkok tailandia

Bangkok, Tailândia. Foto: arquivo pessoal

Dica de guia em Bangkok

Pesquisei muito sobre empresas de turismo em Bangkok e cheguei à Your Thai Guide por várias vias (blogs e Trip Advisor). O atendimento que tivemos antes, via email, foi muito tranquilo. Dá para perceber rapidamente que se trata de uma empresa séria e responsável – fundamental quando você coloca 1 dia da sua viagem na mão deles e tem que fazer um depósito online. Se você também procura guia em Bangkok, super recomendo a empresa.

A nossa guia foi a Nina, uma tailandesa simpática, doce e que sabe muito sobre o seu país, sobre o Budismo e os lugares que fomos. Ela foi excelente em todos os aspectos, temos zero comentários negativos a respeito dela e poderíamos enchê-la de elogios. Todos os lugares que combinamos previamente que seriam visitados foram cumpridos e ela ainda conseguiu encaixar 1 lugar extra que pedi de última hora. O restaurante que ela nos indicou foi muito bom, os transportes que pegamos com ela também saíram com preço ótimo (nós que pagamos todos) e até dica de onde trocar dinheiro com melhor cotação ela nos passou (anotem: casa de câmbio SuperRich). Também super recomendo a Nina como guia.

guia em bangkok

Nosso primeiro passeio de tuk-tuk com a nossa guia Nina. Foto: arquivo pessoal

Passeio guiado em Bangkok

Com a Your Thai Guide e a maioria das empresas, você paga o equivalente a 1 dia inteiro (8h) ou meio dia (4h). Optamos por 8h para poder ver os principais pontos turísticos num mesmo dia. O valor, que pode ser que mude, é por volta de 100 dólares pelo dia inteiro, além disso, os transportes e refeições (suas e do guia) ficarão por sua conta. Também pagamos as nossas entradas (da guia não precisa) de todas as atrações. É claro que você pode explorar tudo sem guia para economizar, mas se eu puder te dar uma dica é: pegue um guia por pelo menos 1 dia, assim você aprende o suficiente para poder explorar os outros lugares sozinhos, especialmente se é sua primeira vez em um país asiático ou budista.

Nós é que escolhemos o que queríamos visitar. Mandei para eles por email o nome dos lugares e ela organizou a ordem em que veríamos tudo. Fomos básicos: queríamos ver os principais templos e o Palácio Real, todos localizados na parte antiga de Bangkok, perto do nosso hotel. Pontualmente, no horário que nós também escolhemos, ela estava no lobby nos esperando. Ela sempre nos perguntava se queríamos ir a pé, tuk-tuk ou táxi. Tínhamos muita flexibilidade, o que era ótimo. O local do almoço também foi baseado nas nossas preferências, como já falei nesse artigo.

O que visitamos em Bangkok

Vou relatar o que fizemos, na ordem escolhida pela guia, mas não vou me aprofundar na história dos lugares que visitamos, por vários motivos: o post seria praticamente um livro sobre a história da Tailândia, de tão grande; muitas informações, obviamente, eu não me lembro mais e poderia falar besteira aqui; há muitas fontes confiáveis na internet onde você pode aprender mais sobre cada um dos templos e lugares que fomos; e, por fim, não quero estragar a surpresa de quem for visitar pessoalmente!

Começamos o dia pelo templo Wat Saket (Golden Mount), que possui uma vista linda da cidade. Esse templo foi o que ela precisou incluir de última hora, depois que perguntei se daria tempo. Você não vai gastar mais que 30 minutos lá, contando que subirá – e descerá – muitos degraus para ver a vista lá do alto.

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Templo Golden Mount, em Bangkok. Foto: arquivo pessoal

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Vista de Bangkok do alto do Golden Mount. Foto: arquivo pessoal

Depois, passamos pelo Wat Thepthidaram, cruzamos por um bairro antigo e típico de Bangkok – umas vielas super estreitas onde vi um gato comendo um rato, jamais esquecerei – e um mercado popular em Ratchanatda. Seguimos até o Giant Swing, que estava em reforma e desativado, e entramos no complexo de templos em frente, o Wat Suthat Thepwararam.

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Mercado popular em Bangkok. Foto: arquivo pessoal

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Wat Suthat Thepwararam, Bangkok. Foto: arquivo pessoal

Pegamos um tuk-tuk até o complexo de Wat Pho, onde podemos ver o Buda Reclinado e também vários outros templos lá dentro. A grande surpresa/presente foi chegar no exato momento em que se iniciava uma cerimônia budista com monges de vários países. Sentamos bem na frente e pudemos acompanhar um pouco da cerimônia, muito linda! O Buda Reclinado é mesmo impressionante e nenhuma foto faz jus ao seu tamanho e beleza. A quem se interessar, há uma escola de massagem tailandesa em Wat Pho.

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Wat Pho. Foto: arquivo pessoal

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Cerimônia budista em Wat Pho. Foto: arquivo pessoal

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Wat Pho. Foto: arquivo pessoal

Wat Pho.

Wat Pho. Foto: arquivo pessoal

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Buda Reclinado, em Wat Pho. Foto: arquivo pessoal

Seguimos para o terminal de balsas, que é bem perto desse templo. Atravessamos para a outra margem para ver o Wat Arun. Mas, como já era por volta do meio-dia, o sol estava rachando a nossa cabeça e estávamos famintos, decidimos que não entraríamos nesse templo. Usamos e abusamos do zoom da câmera para ver os detalhes do templo e depois pegamos de novo a balsa até o Prannok Pier, almoçamos e, antes de voltar para a outra margem, caminhamos pelo mercado local (Wanglang Siriraj Market). Se você está procurando um mercado de rua típico de Bangkok, essa pode ser uma boa opção.

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Atravessando o rio de Bangkok de balsa. Foto: arquivo pessoal

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Wat Arun do lado de fora. Foto: arquivo pessoal

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Wat Arun, Bangkok. Foto: arquivo pessoal

Deixamos para ver todo o complexo do Grand Palace durante a tarde. Visitamos o Buda de Esmeralda, o Wat Phra Kaew, vimos o Palácio em si do lado de fora e visitamos também o Queen Sirikit Museum of Textiles, um pequeno museu dentro do complexo onde você pode ver vários vestidos belíssimos usados pela rainha e também roupas típicas das danças tailandesas. A visita pode ser feita em apenas 20 minutos, o lugar é climatizado e eu acredito que vale a pena a visita, especialmente porque já está incluso no ingresso. Quanto aos templos do Grand Palace em si, não há o que contestar: estando em Bangkok, não pode deixar de ir! O local é insuportavelmente cheio, mas é também imperdível.

Grand Palace de Bangkok.

Grand Palace de Bangkok. Foto: arquivo pessoal

Grand Palace de Bangkok

Grand Palace de Bangkok. Foto: arquivo pessoal

Grand Palace de Bangkok.

Grand Palace de Bangkok. Foto: arquivo pessoal

***

Bom, deixei de forma resumida só para vocês verem quanta coisa pudemos ver e fazer com o nosso dia com a guia. Foi um dia cheio e muito exaustivo, sem dúvida, mas aproveitamos muito as explicações que ela nos deu e jamais teríamos conseguido fazer tudo isso em 1 dia se estivéssemos sozinhos. Ela nos ajudou a pegar todos os transportes, nos indicando como negociar com os tuk-tuks, não tivemos que quebrar a cabeça com endereços e horários porque ela sabia de tudo! Na verdade, se não tivéssemos marcado com ela cedinho logo no nosso primeiro dia inteiro na cidade, jamais teríamos acordado cedo e aproveitado o dia. Fica a dica para quem também costuma se deixar vencer pelo fuso horário: marque um passeio com guia para o primeiro dia que você tiver!

Passar um dia com um guia vale a pena por vários motivos, seja sua viagem de curta ou longa duração, com contenção de gastos ou não. Pense bem: os seus únicos gastos extras com o guia serão o valor que você deverá pagar a ele e a sua alimentação, que é de sua escolha, então pode ser em barraquinha de rua que tenho certeza que eles não irão reclamar. Os transportes e entradas das atrações você teria que pagar de todo jeito – e provavelmente você pagaria a mais pelo tuk-tuk sozinho se não soubesse como negociar. Extrapolando o pensamento, gostamos de pensar também que essa é uma forma de deixar um dinheiro com os moradores locais. Já viajamos de tão longe e aproveitamos tanto o país deles com coisas gratuitas, por que não retribuir isso – e ainda ter alguém te ensinando tantas coisas em troca?

Veja os outros artigos da viagem para a Tailândia 

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  • […] Dia 2: Bangkok (dia com guia em Bangkok) […]

  • Renata Suzart julho 23, 2018

    Uhuu! Aquele post pra gente matar um pouquinho a saudade do blog! Posta mais, posta mamais! :)))

    • Pollyane
      Pollyane julho 24, 2018

      Fico feliz que tenha gostado! Obrigada pela visita e pelo comentário.

  • Márcia julho 22, 2018

    Já estava sentindo falta dos seus posts. Adorei a leitura!

    • Pollyane
      Pollyane julho 24, 2018

      Obrigada pela visita e pelo comentário! Beijo grande